Importância do Voto



 Vale a pena ler o texto da escritora Raquel de Queiroz publicado há mais de sete décadas; nosso movimento o reproduz por considerá-lo atualíssimo e de grande importância.

"Não sei se vocês têm meditado como devem no funcionamento do complexo maquinismo político que se chama govêrno democrático, ou govêrno do povo. Em política a gente se desabitua de tomar as palavras no seu sentido imediato.

No entanto, talvez não existia, mais do que esta, expressão nenhuma nas línguas vivas que deva ser tomada no seu sentido mais literal: govêrno do povo. Porque, numa democracia, o ato de votar representa o ato de FAZER GOVÊRNO.
Pelo voto não se serve a um amigo, não se combate um inimigo, não se presta ato de obediência a um chefe, não se satisfaz uma simpatia. Pelo voto a gente escolhe, de maneira definitiva e irrecorrível, o indivíduo ou grupo de indivíduos que nos vão governar por determinado prazo de tempo.
Escolhem-se pelo voto aquêles que vão modificar as leis velhas e fazer leis novas – e quão profundamente nos interessa essa manufatura de leis! A lei nos pode dar e nos pode tirar tudo, até o ar que se respira e a luz que nos alumia, até os sete palmos de terra da derradeira moradia.
Escolhemos igualmente pelo voto aquêles que nos vão cobrar impostos e, pior ainda, aquêles que irão estipular a quantidade dêsses impostos. Vejam como é grave a escolha dêsses “cobradores”. Uma vez lá em cima podem nos arrastar à penúria, nos chupar a última gôta de sangue do corpo, nos arrancar o último vintém do bôlso.
E, por falar em dinheiro, pelo voto escolhem-se não só aquêles que vão receber, guardar e gerir a fazenda pública, mas também se escolhem aquêles que vão “fabricar” o dinheiro. Esta é uma das missões mais delicadas que os votantes confiam aos seus escolhidos.
Pois, se a função emissora cai em mãos desonestas, é o mesmo que ficar o país entregue a uma quadrilha de falsários. Êles desandam a emitir sem conta nem limite, o dinheiro se multiplica tanto que vira papel sujo, e o que ontem valia mil, hoje não vale mais zero.
Não preciso explicar muito êste capítulo, já que nós ainda nadamos em plena inflação e sabemos à custa da nossa fome o que é ter moedeiros falso no poder.
Escolhem-se nas eleições aquêles que têm direito de demitir e nomear funcionários, e presidir a existência de todo o organismo burocrático. E, circunstância mais grave e digna de todo o interêsse: dá-se aos representantes do povo que exercem o poder executivo o comando de tôdas as fôrças armadas: o exército, a marinha, a aviação, as polícias.
E assim, amigos, quando vocês forem levianamente levar um voto para o Sr. Fulaninho que lhes fêz um favor, ou para o Sr. Sicrano que tem tanta vontade de ser governador, coitadinho, ou para Beltrano que é tão amável, parou o automóvel, lhes deu uma carona e depois solicitou o seu sufrágio - lembrem-se de que não vão proporcionar a êsses sujeitos um simples emprêgo bem remunerado.
Vão lhes entregar um poder enorme e temeroso, vão fazê-los reis; vão lhes dar soldados para êles comandarem - e soldados são homens cuja principal virtude é a cega obediência às ordens dos chefes que lhe dá o povo. Votando, fazemos dos votados nossos representantes legítimos, passando-lhes procuração para agirem em nosso lugar, como se nós próprios fôssem.
Entregamos a êsses homens tanques, metralhadoras, canhões, granadas, aviões, submarinos, navios de guerra – e a flor da nossa mocidade, a êles prêsa por um juramento de fidelidade. E tudo isso pode se virar contra nós e nos destruir, como o monstro Frankenstein se virou contra o seu amo e criador.
Votem irmãos, votem. Mas pensem bem antes. Votar não é assunto indiferente, é questão pessoal, e quanto! Escolham com calma, pesem e meçam os candidatos, com muito mais paciência e desconfiança do que se estivessem escolhendo uma noiva.
Porque, afinal, a mulher quando é ruim, briga-se com ela, devolve-se ao pai, pede-se desquite. E o govêrno, quando é ruim, êle é quem briga conosco, êle é que nos põe na rua, tira o último pedaço de pão da bôca dos nossos filhos e nos faz apodrecer na cadeia. E quando a gente não se conforma, nos intitula de revoltoso e dá cabo de nós a ferro e fogo.
E agora um conselho final, que pode parecer um mau conselho, mas no fundo é muito honesto. Meu amigo e leitor, se você estiver comprometido a votar com alguém, se sofrer pressão de algum poderoso para sufragar êste ou aquêle candidato, não se preocupe. Não se prenda infantilmente a uma promessa arrancada à sua pobreza, à sua dependência ou à sua timidez. Lembre-se de que o voto é secreto.
Se o obrigam a prometer, prometa. Se tem mêdo de dizer não, diga sim. O crime não é seu, mas de quem tenta violar a sua livre escolha. Se, do lado de fora da seção eleitoral, você depende e tem mêdo, não se esqueça de que DENTRO DA CABINE INDEVASSÁVEL VOCÊ É UM HOMEM LIVRE. Falte com a palavra dada à fôrça, e escute apenas a sua consciência. Palavras o vento leva, mas a consciência não muda nunca, acompanha a gente até o inferno”.
NR - Mantida a grafia vigente em 1947.

Globo bloqueia conteúdo postado pela Brasil Sem Violência na Mídia

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Caros amigos, amigas, companheiros e companheiras deste movimento de bem.
A maior rede de televisão do Brasil bloqueou a cena de extrema violência que postamos no YouTube, por ela mesma veiculada em novela de grande repercussão e que invadiu os lares brasileiros e expôs nossas crianças e jovens a cena violenta e chocante sem qualquer cerimônia.
Envidaremos esforços para reverter esta censura a fim de que as pessoas tomem consciência do mal que esta violência que penetra em nossos lares sem pedir licença causa a todos, especialmente às crianças e jovens.
Confiamos que somente unindo as forças vivas deste país conseguiremos modificar esta situação extirpando este câncer causador de desavenças familiares, prejudicial à formação da infância e juventude e gerador de clima psicossocial adverso à convivência harmônica do nosso povo ao arrepio da Constituição (http://migre.me/guzpF) e que solapa os valores da família.
O apoio das pessoas de bem, educadores, jornalistas, advogados, empresários, etc., pais e mães de família é fundamental para fortalecer este movimento e reverter este quadro danoso ao interesse dos brasileiros, fazendo ver aos responsáveis que o objetivo principal da concessão midiática é a educação e a cultura através de programações sadias e benéficas à população.
Não é fácil entender como esta emissora, uma das mais ferrenhas defensoras da liberdade de imprensa – o que é muito válido – oponha-se a uma expressão livre e bem intencionada como a deste movimento. Fica difícil compreender que interesses menos nobres prevaleçam sobre o interesse social!

A ABRACEW apoia esta campanha - Setembro Amarelo












Suicídio de adolescentes: saiba como pais e educadores podem trabalhar a prevenção

Em 10 perguntas e respostas, G1 reúne as principais dúvidas sobre os suicídios. Debate ganhou destaque depois de dois casos de suicídio entre alunos de um colégio de SP.

Dois casos recentes de suicídio entre alunos de um colégio particular de São Paulo levantaram o debate sobre as maneiras de lidar com o tema. Como evitar? Existe algum sinal? Como conversar com meu filho se eu acho que ele está mal? Como conversar se ele é colega de alguém que se suicidou?

G1 ouviu psicanalistas, psiquiatras e especialistas no assunto para tentar ajudar pais, professores e amigos a tratarem do assunto:

1- É normal adolescente ter depressão?

Especialistas explicam que existe um tipo de depressão típica da adolescência, 
mas que não necessariamente configura uma doença ou transtorno mental. 
Ela faz parte dos processos de mudanças fisiológica e emocional dessa faixa etária, 
quando as crianças fazem a transição para a vida adulta e, nesse período, 
passam pela busca da autonomia no mundo sem o apoio integral de seus pais, 
além de experiências de descoberta e conflitos relacionados ao autoconhecimento e à 
construção de sua identidade, definição da profissão, exploração da sexualidade etc.
O psicanalista Mário Corso, especialista no atendimento a adolescentes, 
explica que é justamente nessa fase que o adolescente entra em contato com 
o “mal estar da civilização”.
Segundo ele, nessa época da vida as pessoas se dão conta de que o 
mundo “é um lugar muito sem utopia, sem esperança", o que pode provocar o desespero. 
"É uma depressão típica da adolescência, você se dá conta do peso do mal estar no mundo, 
e isso varia conforme o ambiente político e cultural", diz ele, ressaltando que, atualmente,
 o Brasil e vários países do mundo experimentam momentos de perspectivas pessimistas.

2- Dá para diferenciar sintomas de depressão e da 

adolescência?

De acordo com Corso, nem sempre, já que muitos deles são os mesmos.

“Fora alguém dizer que pensa em se matar, todos os sinais
são sinais típicos da adolescência: ele está mais irritado,
ganha peso, perde peso, fica apático. Qual é o adolescente
que não tem [um desses sintomas? Alguns suicidas
 escondem muito bem. Não tem nenhum termômetro eficaz.”

A chave, segundo os especialistas, é manter um canal de diálogo aberto com os filhos, para
que a observação seja mais eficaz (leia dicas mais abaixo).

3- Todo suicídio é um resultado da depressão?

Não. “O suicídio vem em vários quadros clínicos e às vezes não tem nada a ver com a 
depressão”, ressalta Corso.
“Pode ser uma psicose. Nesse caso, o sujeito não é deprimido. 
E às vezes a depressão é uma defesa contra o suicídio. 
Parece que não tem sentido, mas tem."
Segundo o psiquiatra Elton Kanomata, do hospital Albert Einstein, há ainda outros fatores
 que podem aumentar a chance de depressão. Um deles é a predisposição genética – 
independente da idade. No entanto, só isso, de forma isolada, não deve fazer uma 
pessoa tentar se matar.
“São questões natas da própria pessoa, questões de 
personalidade, de afetividade, e outros comportamentos. 
Uma soma disso, de uma forma bem complexa, 
leva ao suicídio”, disse Kanomata.
Alguns grupos de adolescentes também acabam ficando mais vulneráveis a desenvolver 
um quadro depressivo por questões sociais. Uma pesquisa publicada em dezembro
 de 2017 analisou a resposta de 15 mil adolescentes no ensino médio sobre se eles 
já haviam considerado seriamente o suicídio, se já haviam planejado se matar ou se já haviam
 tentado tirar a própria vida.
De acordo com o estudo, 40% dos adolescentes LGBTs consideraram seriamente o 
suicídio, 35% planejaram e 25% tentaram se matar, contra 15%, 12% e 6% dos
 heterossexuais, respectivamente.A Associação Americana de Psiquiatria já demonstrou que “
os riscos associados a qualquer tratamento coercitivo e violento 
contra homossexuais incluem depressão, suicídio, ansiedade, 
isolamento social e diminuição da capacidade de intimidade.” 
Atacar as causas sociais, nesse caso, também é uma forma de prevenção.

4- O suicídio então é resultado do quê?

Os especialistas divergem em relação aos processos que podem levar ao suicídio.
Corso explica que é "uma cilada" ligar todos os casos de suicídio à depressão. 
"A gente costuma pensar no suicídio como o ponto mais fundo de uma depressão, 
como se houvesse um processo gradual no sujeito, que vai se aproximando de 
uma depressão e o suicídio", diz ele.
Karina Okajima Fukumitsu, psicóloga e suicidologista, acredita que o suicídio é o ápice do 
que ela chama de "processo de morrência", em que a pessoa "já está se sentindo 
desgostosa da vida, sem sentido, e vai definhando existencialmente".

5- Se um suicídio acontece, de quem é a culpa?

Apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) dizer que a maioria dos 
suicídios poderia ter sido evitada se houvesse tratamento adequado, os especialistas
 evitam endossar esse discurso porque ele carrega uma ideia de culpabilidade.
A corretora de seguros Terezinha do Carmo Guedes Máximo, de 45 anos, está no
 processo de entender que não tem culpa por perder a filha Marina há pouco mais
de um ano. A garota tirou a própria vida quando tinha 19 anos, em meio a vários 
meses de tratamento com diversos psiquiatras e psicólogos. "Ela estava em 
acompanhamento com dois [psicólogos], não era só um. Fazia até sessão de hipnose", 
disse a mãe, que administrava os remédios psiquiátricos de Marina e os guardava 
em um local secreto, além de nunca deixar a filha sozinha.
Mesmo assim, Marina dava sinais de que estava melhorando, falava sobre planos para 
o futuro, para o carnaval que estava próximo. "Ela estava gostando da terapia, era só 
questão de tempo para ficar tudo bem", diz Terezinha. Porém, quando conseguiu ficar 
a sós durante uma hora, a adolescente providenciou a própria morte.
"A parte mais difícil é reaprender a viver sem a pessoa, e ter 
certeza que você não teve culpa. O que pega na gente é a culpa."

6- É possível evitar o suicídio de alguém?

A pergunta não encontra resposta pronta. Os dados da OMS sobre suicídios que podem 
ser evitados são baseados em um estudo se debruçou sobre os detalhes de 15 mil 
suicídios e concluiu que, em 98% dos casos, a vítima tinha algum transtorno mental, 
o que indica que a morte poderia ter sido evitada caso a pessoa recebesse o tratamento
 adequado.
O problema é que oferecer o tratamento adequado é uma ideia mais fácil de 
defender do que de efetivamente colocar em prática. Isso porque cada caso tem 
sua subjetividade própria, todos envolvem uma série de fatores e o tratamento, 
tanto com remédios psiquiátricos quanto com psicoterapia, leva tempo para surtir efeito.
Karina se dedica ao tema há 25 anos, mas reconhece a dificuldade de lidar com o tema.
 “Tenho filhos, sou estudiosa de suicídio, mas não quer dizer que vou conseguir evitar se
 meu filho quiser se matar. Gostaria? Sim, mas é complicado”, explicou ela em entrevista ao G1.

  • “Se isso acontecer novamente, prefiro estar morto.”
  • “A morte poderá resolver essa situação.”
  • “Se ele não me aceitar de volta, eu me matarei.”
  • “Quero sumir. Não aguento mais! Só morrendo mesmo para aguentar.”
VERBAIS INDIRETOS
  • “Se isso acontecer novamente, acabarei com tudo.”
  • “Eu não consigo aguentar mais isso.”
  • “Você sentirá saudades quando eu partir.”
  • “Não estarei aqui quando você voltar.”
  • “Estou cansado da vida, não quero continuar.”
  • “Tudo ficará melhor depois da minha partida.”
  • “Não sou mais quem eu era.”
  • “Logo você não precisará mais se preocupar comigo.”
  • “Ninguém mais precisa de mim.”
  • “Eu sou mesmo um fracassado e inútil. Tudo seria melhor sem mim.”

10- Como agir caso meu filho ou filha apresentar algum

 desses sinais?

A saída, segundo Mário Corso, é que os pais consigam se manter próximos dos filhos, 
superando o obstáculo da construção da autonomia por parte dos adolescentes.

“Os sinais externos, se tu não está ali, tu não vai pegar. 
Mas uma das tarefas da adolescência é poder se virar 
sem os pais. Como tu respeita isso e ao mesmo tempo 
consegue ficar um pouco perto deles para saber o que está acontecendo? 
É um desafio que não tem receita pronta.”
Quando a situação aparentar a necessidade de intervenção, a recomendação da OMS é que 
as pessoas próximas procurem um momento de tranquilidade para conversar com o
ou a adolescente sobre suicídio. O importante, nesse momento, é ouvir com a mente aberta
 e não oferecer julgamentos ou opiniões vazias. Só assim a pessoa se sentirá acolhida e
 a ajuda poderá surtir efeito. Tanto os psiquiatras quanto os psicólogos poderão ajudar, 
nas suas respectivas áreas, no atendimento a esse adolescente. 
"Os dois remédio psiquiátrico e psicoterapia devem andar juntos",
explica Mário Corso. "O remédio auxilia muito mesmo, em casos graves 
de depressão e de angústia. Nesses dois pontos ele faz maravilhas, 
porque ele te dá condições de o tratamento funcionar. Mas a raiz da depressão é o comportamento. 
A causa não é química, mas o efeito é químico. Qualquer neurose tem uma 
correspondência cerebral", explica ele.Para quem não pode pagar por atendimento 
psicológico ou psiquiátrico, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece o serviço por meio 
dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). 

Fonte: G1

Suicídio: há algo estranho em nós?

Não é fácil assumir o papel de protagonista quando vemos um assunto como tabu. Nesse caso, no entanto, é urgente romper o silêncio, conversar e aceitar o fato de que sabemos muito pouco

    
O PAÍS FOI SURPREENDIDO COM UM SUICÍDIO TRANSMITIDO
 AO VIVO pELAS MÍDIAS SOCIAIS HÁ DUAS SEMANAS. 

Não foi o primeiro caso em que um suicídio se tornou espetáculo e, com o avanço das tecnologias de comunicação, situações como essa podem virar rotina.
O suicídio é um problema mundial que não escolhe cultura, classe social, gênero ou idade. É uma das questões universais do ser humano que mata pelo menos uma pessoa a cada 40 segundos em todo o mundo e um brasileiro a cada 45 minutos.
Sim. A maioria das pessoas se espanta na primeira vez que toma conhecimento desses índices, pois é muito mais gente do que imaginávamos; mas o lado positivo é que, segundo a Organização Mundial da Saúde, nove em cada dez casos poderiam ser prevenidos. Muitos são portadores de doenças mentais e não têm condições de acesso a profissionais especializados; outros tantos têm uma crise e ninguém com quem contar. Com ajuda a maioria estaria viva.
Um estudo da Universidade de Campinas aponta que 17% dos brasileiros já pensaram em suicídio. Transformado em algo mais tangível pode-se dizer que são sete alunos em uma sala de aula, 35 passageiros em um avião e quase 12.000 torcedores num estádio da Copa do Mundo.
O Brasil ocupa o triste oitavo lugar no mundo em números absolutos de mortes por suicídio.
Existem algumas iniciativas públicas para tentar reduzir essa estatística, como o recente debate na Câmara dos Deputados para a formação de um grupo de trabalho para revisão das políticas públicas de prevenção do suicídio e a criação pelo Ministério da Saúde de um número para ligação gratuita, o“188”, com a finalidade de oferecer apoio emocional de emergência para prevenção do suicídio. Atualmente em operação exclusivamente no Rio Grande do Sul como fase piloto, o 188 deve ser expandido futuramente às demais regiões do país.
Ainda é pouco. Quando o assunto é prevenção de suicídio, ainda engatinhamos, pois o problema requer o envolvimento de todos.
Sim, isso diz respeito à toda a sociedade, e não somente às autoridades, pois é comum que se fuja ou se mude de assunto quando algum amigo nos procura para desabafar ou mesmo quando nossos filhos comentam em casa sobre um colega que tentou tirar a própria vida. Essas são oportunidades de melhorar a eficácia do círculo de relacionamento dos que precisam.
Não é fácil assumir nossos papéis de protagonistas quando vemos o assunto como um tabu. É urgente romper o silêncio em torno do suicídio, conversar sobre o assunto, aceitar o fato de que sabemos muito pouco a respeito, de que todos estamos suscetíveis e que existe prevenção. Estimular as faculdades de saúde a tratarem do tema em sala de aula, implantar programas confiáveis de desenvolvimento de habilidades sócioemocionais desde a infância, incluindo capacitar os professores a prestarem atenção aos sinais de seus alunos e oferecerem ajuda. Estimular as empresas a inserirem o tema em SIPATs e os pais a não se furtarem de conversar abertamente sobre a questão.
"Ao menos uma pessoa tira a própria vida a cada 40 segundos em todo o mundo e um brasileiro a cada 45 minutos"

Dizer que sim seria simplificar a questão e lavar nossas mãos diante dos fatos.A cada novo fato “espetacular”, surgem novos culpados. As mídias sociais e a crise econômica são os mais recentes, mas podemos realmente colocar esses dois fatores no banco dos réus?
As mídias sociais digitais são ferramentas disponíveis a quase todas as pessoas e podem ser bem ou mal utilizadas. Não são elas as responsáveis pela espetacularização do fato, mas sim as pessoas que se utilizam desse meio dando um “compartilhar” em um vídeo desses e transformando o sofrimento e a perda de uma vida em show.
Utilizar as redes para divulgar um ato de suicídio, ainda mais com detalhes e imagens, é o oposto da prevenção; é esquecer a pessoa que sofre e satisfazer alguma necessidade pouco nobre. Por outro lado, utilizar as redes para identificar sinais de alerta em conhecidos e oferecer ajuda, é fazer bom uso da tecnologia. Um exemplo interessante foi o Facebook ter criado, no ano passado, um recurso pelo qual um usuário pode alertar o administrador que um conhecido seu dá sinais de ideação suicida. E, nesses casos, o Facebook alerta essa pessoa que alguém está preocupado com ela e oferece opções de ajuda, inclusive com os contatos do CVV.
Esse pode ser o início de um processo para evitar o suicídio. A ajuda emergencial pode ser obtida por meio de um atendimento do CVV, que em seus 55 anos de atuação gratuita na prevenção do suicídio entendeu que as pessoas precisam ser acolhidas e aceitas nos momentos de crise, de sensação de solidão ou forte angústia, e não criticadas, cobradas ou julgadas.
Também a crise econômica não pode ser considerada totalmente culpada. Pode-se dizer que são raríssimos os casos, para não afirmar que são inexistentes, em que a tentativa de suicídio possui uma única motivação.
A pessoa é levada ao suicídio pelo acúmulo de situações com seus sentimentos por vezes insuportáveis. É usual que haja um fator desencadeante, como se fosse a gota d’água em um copo cheio, que a leva à sensação de total impotência e desespero.
Dificuldades financeiras, assim como guerras, ditaduras e outros cenários críticos podem ser fatores de pressão externa e “adicionar água ao copo” de muitas pessoas. Cada pessoa tem um limite próprio e reage de maneira diferente aos mesmos estímulos, o que leva à necessidade comum a todos nós de encontrarmos maneiras de “esvaziar o copo” antes que chegue na borda. Para isso, cada um que se importa com a vida pode ser um recurso.

Fonte: VEJA - Por Robert Gellert Paris Junior /  lustração por AlphaDog 

11 maneiras de devolver um aspecto novo às suas coisas velhas


A amizade mais sincera e pura que existe



Os benefícios dos animais de estimação para as crianças.

Quem tem animal de estimação sabe a diferença que a presença dele pode trazer ao ambiente. Os peludos acabam se tornando membro da família e são inúmeros os benefícios que podem trazer. Mas, e quando o assunto envolve o convívio com crianças, será que os animais continuam sendo uma boa companhia?

Algumas pesquisas da Universidade de Melbourne – Austrália apontaram que as crianças que tiveram algum tipo de animal até a idade de cinco anos, posteriormente se tornaram mais resistentes a algumas doenças. Enquanto isso, aquelas que não tiveram a experiência de ter um animalzinho de estimação, estavam mais propensas a desenvolver alergia e infecções de ordem respiratória. Outro estudo comprova que problemas respiratórios começam a se desenvolver na adolescência. O fato de respirar o pó de casinhas de cachorros e até pelos de gatos, demonstraram que o organismo humano desencadeia uma proteção natural conta o vírus RSV, responsável por diversas infecções e problemas respiratórios.
Conheça alguns benefícios que os animais podem trazer às crianças.

  • Responsabilidade

Ter um animal requer cuidados e estes cuidados, orientados pelo adulto, estimulam a autonomia e a responsabilidade. Cuidar da limpeza do bichinho e do seu habitat, cuidar da sua alimentação, medicá-lo quando necessário, também favorece o desenvolvimento do vínculo afetivo e a lidar com os mais diversos sentimentos, da frustração à alegria e até a morte. E nesta relação entre a vida e a morte que o animal de estimação tem um papel muito importante, a criança aprende a lidar com a perda, com a dor.

  • Relacionamento

A partir da convivência com animais, a criança aprende a se relacionar com as outras pessoas, desenvolvendo a sensibilidade, a observação, a compreensão e os sentimentos de solidariedade, generosidade, zelo, afeto, carinho e respeito.

  • Desenvolvimento físico

Os animaizinhos também podem ser fortes aliados no desenvolvimento físico das crianças através de brincadeiras e exercícios. Os cães, por exemplo, exigem caminhadas diárias, isso pode incitar a criança a fazer passeios e jogos ao ar livre.

  • Saúde

Além do afeto, os animais também podem produzir outros benefícios para a saúde. As terapias assistidas por animais são capazes de promover melhoras físicas, sociais, emocionais e cognitivas humanas. Os animais são indicados para pessoas com deficiências sensoriais (cegos e surdos), dificuldades de coordenação motora (ataxia), atrofias musculares, paralisia cerebral, autistas, portadores de Síndrome de Down, distúrbios comportamentais e outras afecções.

 Fonte: SOS-Casa de Acolhida